A Universidade do Minho participa num projeto europeu que visa a construção de uma Academia Europeia de Professores que capacitará futuros professores e professores em exercício para integrarem a educação maker nas escolas secundárias, nomeadamente em áreas STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).
O projeto, intitulado Teacher Academy for Maker Education – TAME (Project: 101194869 – ERASMUS-EDU-2024-PEX-TEACH-ACA) é coordenado pela Universidade de Tallinn (Estónia) e adota uma metodologia transformadora, que promove o desenvolvimento de competências relevantes para a aprendizagem ao longo da vida, preparando futuros professores e professores para adotarem abordagens capazes de fomentar a resolução de problemas, através do pensamento computacional, da criação prática e da inovação tecnológica.
O projeto junta instituições da Alemanha, Estónia, Grécia, Irlanda e Portugal, e é apoiado pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação. Na UMinho, o projeto é coordenado pela professora Laurinda Leite e envolve também Ana Sofia Afonso, António Osório, Floriano Viseu, Helena Martinho e Luís Dourado, todos do Centro de Investigação em Educação, do Instituto de Educação, e Pedro Rangel Henriques e Cristiana Araújo, do Centro Algoritmi e Departamento de informática, da Escola de Engenharia.
A primeira reunião geral do consórcio decorreu em 22 e 23 de maio, na Universidade de Tallinn (Estónia), e contou com a participação de Laurinda Leite e Pedro Henriques. A segunda reunião realizar-se-á em novembro próximo, em Braga.
“Nessa altura, serão analisadas as primeiras versões dos módulos de formação destinados a futuros professores e a professores em serviço, bem como aspetos relacionados com a implementação de cursos de formação e de summer schools, que terão inicio no final de 2026 e que se enquadram num workpackage coordenado pela UMinho. Serão, também, acordadas as condições específicas para a mobilidade de futuros professores, estudantes da UMinho, e de professores em serviço, nomeadamente de escolas de Braga, nas quais serão testadas as propostas maker desenvolvidas no âmbito do projeto”, explica Laurinda Leite.
A meta é criar uma Academia sustentável que, para além dos 3 anos de vida do projeto (1/04/2025 a 31/03/2028), continue a oferecer educação e formação consistente com o previsto no relatório da Comissão Europeia intitulado “Makerspaces para Educação e Formação: Explorando implicações futuras para a Europa” e a desenvolver as competências previstas no Quadro Europeu de Competências-Chave para a Aprendizagem ao Longo da Vida. Esse desenvolvimento é importante, não só para a educação e formação dos jovens, mas também para a sua inserção no mundo do trabalho que, num futuro próximo, exigirá competências profissionais difíceis de antecipar.
A investigadora do CIEd Maria José Casa-Nova dinamizou, a convite do Conselho da Europa (CE) em articulação com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, uma 2.ª edição do curso “Roma Culture, History and Education in the Portuguese Context – Intercultural and Anti-Racist Education”, coordenado e co-concebido pela investigadora em 2024, também a convite do CE.
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