Educação básica e pandemia. Um estudo sobre as perceções dos professores na realidade portuguesa

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Partindo-se das opções políticas em educação na Ibero-América, este artigo incide na análise
de medidas tomadas em Portugal em resposta à evolução da pandemia da COVID-19. Da análise
teórico-conceptual ressaltam o uso sistemático da modalidade de ensino a distância e os efeitos que
acentuam uma realidade educacional marcada pela desigualdade e exclusão. Baseado num estudo
empírico, de natureza quantitativa, através da implementação de um questionário a professores dos
ensinos básico e secundário (n=280), são apresentados dados que caracterizam duas fases distintas:
o encerramento das escolas com a emergência da pandemia; o regresso ao ensino presencial,
a partir do momento em que já existia o controlo da pandemia. Os dados empíricos revelam que os
professores evidenciam que o ensino a distância origina desigualdades entre os alunos e contribui
para a redução das aprendizagens, manifestando, ainda, que os professores aderiram às medidas
inovadoras introduzidas pelas tecnologias digitais. Os professores revelam um certo ceticismo em
relação à valorização social da profissão docente e da escola. Como desafio para o currículo pós-
COVID-19 é destacada a importância da educação para a cidadania, organizada na escola a partir
da procura de respostas para problemas globais e locais.
n. Partiendo de las opciones políticas en materia de educación en Iberoamérica, este artículo se centra en el análisis de las medidas adoptadas en Portugal en respuesta a la evolución de la
pandemia de la COVID-19. Desde el análisis teórico-conceptual, se destaca el uso sistemático de la
modalidad de educación a distancia y los efectos que acentúan una realidad educativa marcada por
la desigualdad y la exclusión. Basado en un estudio empírico, de carácter cuantitativo, mediante la
aplicación de un cuestionario a profesores de educación primaria y secundaria (n=280), se presentan
datos que describen dos fases distintas: el cierre de las escuelas con la irrupción de la pandemia; la
vuelta a la enseñanza presencial, desde el momento en que la pandemia ya estaba bajo control. Los
datos empíricos muestran que los docentes ponen de manifiesto que la educación a distancia provoca
desigualdades entre los alumnos y contribuye a reducir los aprendizajes, y que, además, los profesores han adoptado las medidas innovadoras introducidas por las tecnologías digitales. Los profesores
revelan cierto escepticismo respecto a la valoración social de la profesión docente y de la escuela.
Como reto para el currículo post COVID-19 se destaca la importancia de la educación para la ciudadanía, que organiza la escuela a partir de la búsqueda de respuestas a problemas globales y locales.
Palabras clave: pandemia; educación básica; desigualdad; aprendizaje, ciudadanía
Este trabalho é financiado por fundos nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P.,
no âmbito do projeto PTDC/CED-EDG/30410/2017 e dos projetos UID/CED/1661/2013 e UID/CED/1661/2016
CIEd - Centro de Investigação em Educação, Instituto de Educação (IE), Universidade do Minho (UMinho).

Publicação

Ano de Publicação: 2021

Identificadores

ISSN: 1022-6508

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